segunda-feira, 2 de março de 2015

Diário de uma paixão - 8º capítulo

8- Um imprevisto familiar intromete-se no meu caminho e os ciúmes começam a fazer das suas
No dia combinado, apareci mais cedo em sua casa, e que casa! Era a maior que já tinha visto e fazia-me lembrar os palácios das histórias que ouvia quando era mais nova, e por momentos, senti que tinha recuado no tempo e que estava na época dos reis e das rainhas, sendo eu uma princesa, quem sabe. 
Olhando em volta, os meus olhos avistaram algo magnífico e que parecia chamar-me: o campo de basquetebol. Aquele campo tinha tudo para ser perfeito, e só de olhar para ele até crescia água na boca, ou melhor, dava uma energia tremenda que só apetecia gastar, e nada melhor para fazê-lo do que jogar um jogo?
Estava tão distraída que nem reparei que alguém me tocava nas costas e voltei-me sobressaltada:
- Não tenha medo. Vinha mesmo só dizer-lhe que o seu “amigo” está à sua espera.
Naquele momento, as minhas faces ficaram coradas e fiquei a pensar: será que aquele era mesmo o meu admirador secreto? Para a criada dele dizer a palavra “amigo” naquele tom era porque ele nunca tinha levado nenhuma rapariga lá a casa, ou então era porque ele era daqueles que muda de namorada todas as semanas. Depois daquele momento estranho, tentei não pensar mais no assunto e resolvi seguir a criada até onde ela me levasse.
Passaram apenas uns segundos até avistar o “pão” da minha turma, e ali mesmo, fiquei novamente de boca aberta: ele também praticava natação? Ali mesmo, percebi que ambos tínhamos imensas coisas em comum e o assunto que o relacionava com o meu admirador secreto voltou a ser notícia principal na minha cabeça.
Enquanto a minha cabeça dava uma volta de 180 graus, a voz da criada interrompeu os meus pensamentos:
- Menino David, a sua madrasta diz que precisa de falar consigo e ficou à sua espera na sala de estar.
- Eu não acredito, só me faltava aturar essa mulher a esta hora do dia! Desculpa, Catarina, mas hoje não dá. Será que posso compensar-te por tudo o que aconteceu hoje convidando-te para almoçar em minha casa amanhã?
- Sim, claro, eu compreendo. A família está em primeiro lugar. Então, vemo-nos amanhã.
- Ok. Até amanhã.
Logo que me deixou sozinha, fiquei tão parada que parecia uma estátua. Como é que ele era capaz de me fazer aquilo?
Quando me vi em casa, fiquei assustada: a raiva que eu tinha sentido não era boa e ela poderia vir a estragar algo que eu pudesse vir a ter com ele. Como é que eu poderia mudar aquilo? Não sabendo a resposta às minhas perguntas, ainda fiquei mais assustada: os ciúmes já andavam a fazer das suas! 

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