sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Diário de uma paixão - 3º capítulo

3-  A primeira chave do mistério amoroso
Depois de não haver mais pôr-do-sol para contemplar, resolvi pôr-me na alheta e ir para casa, pois a minha mãe, sendo tão protetora como era, já devia ter chamado a polícia para ir à minha procura.
Quando cheguei a casa, fiquei espantada. A minha mãe não estava e tinha-me deixado um bilhete, que dizia mais ou menos isto: “Querida filha, a tua adorada mãe foi sair com as amigas, mas daqui a nada volta logo para junto de ti. O teu pai não pode vir dormir a casa, por isso, deixei-te arroz de pato no forno e pizza no congelador. Tem cuidado e não destruas a casa. Beijos, da tua adorada e querida mãe.” Protetora de mais como sempre… mas aquilo era um sinal: eu tinha a casa só para mim! Naquele momento, pensei apenas em ligar às minhas “idiotas” e convidá-las para virem cá a casa, mas qual não é o meu espanto quando é a mãe delas que atende e diz que “foram fazer um trabalho”. Aquelas duas ainda se vão dar mal…
Como estava cheia de fome, ataquei o arroz de pato que estava no forno e resolvi atacar também a pizza, e mesmo assim continuava faminta. Mas como sou uma pessoa preocupada em manter a linha, fiz umas pipocas e fui ver um filme.
Quando a melhor parte do filme estava a passar, alguém tocou à campainha, o que me deixou bastante irritada: quem seria a “mente perfeita” que estaria à porta de minha casa a estas horas da noite, e com o frio que estava? Só podia ser alguém doido, porque a minha mãe não era de certeza, pois ela tinha a chave de casa consigo, e o meu pai muito menos, pois como a minha mãe disse “ele não pode vir dormir a casa”. E lá fui ver quem era, pronta a dar um sermão a quem fosse, mesmo que fosse a minha mãe a dizer-me que tinha perdido as chaves.

Abri a porta, olhei à volta e nada, ninguém estava à porta, mas quando a ia fechar, desviei o meu olhar para o chão e reparei que alguém tinha deixado um ramo de flores e uma carta, e que por acaso estava tudo dirigido a mim. Fiquei espantada, nunca tinha recebido nada de alguém, a não ser dos meus pais, claro, mas receber algo daquela forma, nunca. De repente, um sono abrasador tomou conta do meu corpo, e só tive tempo de desligar a televisão e meter-me na cama… 

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